Parece que foi ontem...
A chuva cai lá fora, o frio começa a apertar, há um misto de odores, cores, sabores e sentimentos que me invadem o espírito. Será esta uma noite típica de princípio de Inverno ou será que me estou a deixar levar pela melancolia de uma despedida anunciada?
Parece que foi ontem que te conheci, mas pensando bem nisso já lá vão uns anitos. Dei por mim isolado do meu mundo, com uma nova vida pela frente, cheia de excitantes novidades, mas também de sombrias duvidas e muita insegurança. Estaria eu à altura de recomeçar uma nova vida neste lugar estranho, de criar um novo circulo de amizades, como que uma nova família – uma família criada com base em laços verdadeiramente afectivos e não sanguíneos.
Foi como que um estranho amor à primeira vista. Teus segredos, tuas ruas e vielas, o teu clima agreste… cada recanto sombrio a esconder histórias de pastores e fiandeiras…
Quando te percorri pela primeira vez foi como se te conhecesse desde sempre, tuas ruas pareciam-me familiares, como se já te tivesse percorrido noutros tempos, quem sabe noutras épocas, e por que não nalgum desses recantos estivesse escondida a minha própria história.
Aos poucos foste-te tornando minha confidente, no regresso a casa depois de mais uma noite de folia académica, de um serão na casa de um ou uma colega, ou mesmo depois de uma quase directa a estudar para o exame do dia seguinte ou a fazer um relatório para entregar dai a umas horas. Viste-me chorar, rir, cantar, viste nos meus olhos esperança, viste desespero, viste-me criar a minha nova família e viver no teu seio os melhores momentos da minha vida. Mas no final sou apenas eu sozinho na calma da tua noite, a contemplar-te, a partilhar contigo esperanças e frustrações, e a buscar nessa tua calma a calma que me falta.
Agora, com o aproximar do momento do adeus, invade-me esta melancolia de tudo que vivi contigo. Agora sim, teus recantos e sombras têm parte da minha história. Será que encontrarei outra noite igual à tua, na qual possa parar, sentir a dureza do seu clima, depositar nela as minhas frustrações e alegrias e seguir em frente com essa dureza na determinação de vencer, quer o sol me queime, a chuva me molhe o rosto ou o gelo me entorpeça os músculos.
Nesta noite de Inverno, mais uma vez, sou apenas eu, com a perspectiva de um novo começo, uma nova etapa, novos desafios e novas metas. Será que fazes parte desse futuro ou ficarás apenas no meu passado?
Aconteça o que acontecer terei sempre comigo tuas recordações. Ficarás para sempre com estes meus dias que se dizem os melhores da vida.
Serás para sempre a minha Covilhã…
Parece que foi ontem que te conheci, mas pensando bem nisso já lá vão uns anitos. Dei por mim isolado do meu mundo, com uma nova vida pela frente, cheia de excitantes novidades, mas também de sombrias duvidas e muita insegurança. Estaria eu à altura de recomeçar uma nova vida neste lugar estranho, de criar um novo circulo de amizades, como que uma nova família – uma família criada com base em laços verdadeiramente afectivos e não sanguíneos.
Foi como que um estranho amor à primeira vista. Teus segredos, tuas ruas e vielas, o teu clima agreste… cada recanto sombrio a esconder histórias de pastores e fiandeiras…
Quando te percorri pela primeira vez foi como se te conhecesse desde sempre, tuas ruas pareciam-me familiares, como se já te tivesse percorrido noutros tempos, quem sabe noutras épocas, e por que não nalgum desses recantos estivesse escondida a minha própria história.
Aos poucos foste-te tornando minha confidente, no regresso a casa depois de mais uma noite de folia académica, de um serão na casa de um ou uma colega, ou mesmo depois de uma quase directa a estudar para o exame do dia seguinte ou a fazer um relatório para entregar dai a umas horas. Viste-me chorar, rir, cantar, viste nos meus olhos esperança, viste desespero, viste-me criar a minha nova família e viver no teu seio os melhores momentos da minha vida. Mas no final sou apenas eu sozinho na calma da tua noite, a contemplar-te, a partilhar contigo esperanças e frustrações, e a buscar nessa tua calma a calma que me falta.
Agora, com o aproximar do momento do adeus, invade-me esta melancolia de tudo que vivi contigo. Agora sim, teus recantos e sombras têm parte da minha história. Será que encontrarei outra noite igual à tua, na qual possa parar, sentir a dureza do seu clima, depositar nela as minhas frustrações e alegrias e seguir em frente com essa dureza na determinação de vencer, quer o sol me queime, a chuva me molhe o rosto ou o gelo me entorpeça os músculos.
Nesta noite de Inverno, mais uma vez, sou apenas eu, com a perspectiva de um novo começo, uma nova etapa, novos desafios e novas metas. Será que fazes parte desse futuro ou ficarás apenas no meu passado?
Aconteça o que acontecer terei sempre comigo tuas recordações. Ficarás para sempre com estes meus dias que se dizem os melhores da vida.
Serás para sempre a minha Covilhã…

1 Comments:
At 4:18 PM,
Rita G. said…
Mt nice :) Quando voltas a postar?? Jinho**
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